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24/01/2016

Mais uma travesti é brutalmente assassinada em Rio Verde (GO); cidade continua no topo do ranking de crimes homofóbicos no interior goiano

A travesti Bruna Souza, 23 anos, mais uma vítima fatal da violência em Rio Verde (GO).
Uma travesti, conhecida por fazer programas sexuais na avenida Pauzanes de Carvalho, em Rio Verde, na região sudoeste de Goiás, foi brutalmente assassinada por um grupo de homens ainda não dentificados. O crime ocorreu no final da noite do sábado, 23/01, próximo a um motel no bairro onde a travesti frequentemente estava.

De acordo com a ocorrência registrada pela polícia, o jovem Adenilson Cardoso de Menezes, conhecido no meio LGBT como a travesti Bruna Souza, 23 anos, estava em seu ponto de programas sexuais quando foi abordada por vários indivíduos que a levaram para um local escuro e a atacaram com vários golpes de faca. Após o crime, os assassinos da travesti fugiram sem ser identificados.



Pouco tempo depois, Bruna Souza foi encontrada agonizando por outras travestis colegas do ponto de prostituição no setor Pauzanes de Carvalho. O Corpo de Bombeiros foi acionado e prestou socorro à vítima que foi encaminhada à Unidade de Pronto Atendimento (UPA). Bruna não resistiu a gravidade dos ferimentos e veio a óbito.

Amigos da travesti Bruna Souza estavam transtornados e revoltados com o crime. A travesti Isadora disse que sua colega, Bruna, não possuía inimigos e não estaria envolvida em algum tipo de problema ou atividade ilegal. Na opinião de Isadora, o crime é uma retaliação às travestis que mantém pontos de programas sexuais no setor Pauzanes de Carvalho. Isadora contou que, dias atrás, dois adolescentes foram agredidos por pelo menos cinco homossexuais dentro do banheiro de um posto de combustíveis. O vídeo do flagrante da agressão circula nas redes sociais da internet.

Em Rio Verde, cidade onde mais se mata travestis no interior goiano, travestis dizem que constantemente estão sendo ameaçadas de morte, além de serem vítimas de roubos quase que diariamente. Elas pedem providências à Polícia Militar (PM). O aspirante-PM Danilo disse à um site de notícias policiais que viaturas vão intensificar o patrulhamento na região, com o intuito de diminuir os casos de agressões e, até mesmo, coibir outros crimes de homicídios.

O assassinato da travesti Bruna Souza está sendo investigado pelo Grupo de Investigação de Homicídios (GIH), da 8ª Delegacia Regional de Polícia Civil.

UMA SÉRIE DE CRIMES - É inegável que Rio Verde (GO) vivencia uma onda absurda e abominável de intolerância contra LGBT (lésbicas, gays, travestis e transexuais), principalmente travestis e transexuais. Outros casos de agressões e, até mesmo mortes, foram registrados pela polícia rio-verdense nos últimos meses. Uma travesti conhecida como Débora foi atingida por dois tiros ao se desentender com um cliente na porta de um motel localizado na região sul da cidade. Um dos tiros ficou alojado e a vítima teve que passar por intervenção cirúrgica.

Outra travesti, que usava a alcunha de Estrela, muito conhecida em Rio Verde (GO), por várias vezes foi agredida por clientes. De tanto se envolver em agressões, preferiu sair da cidade. Acrescenta-se a estes casos o bárbaro assassinato de uma travesti registrado no início de 2016, mas que teria ocorrido em meados do final da primeira quinzena de dezembro passado. O corpo de Denilton Pereira de Almeida, conhecido como a travesti Mel, foi encontrado já em avançado estado de decomposição dentro de uma vala às margens da BR-060, no perímetro Urbano de Rio Verde. A Perícia constatou um corte em sua garganta. Os familiares, moradores em Palmas, Tocantins, reconheceram o corpo. Na época, a vítima trajava saia e blusa com estampa que imitiva pele de onça, figurino que foi fundamental na rápida identificação da vítima.

Recentemente, uma espécie de pensionato/república onde moram aproximadamente 13 travestis foi invadido por um grupo de assaltantes, que após agredirem as vítimas, tentaram roubar vários objetos, dentro eles, um televisor. A Polícia Militar foi acionada e conseguiu frustrar o roubo. Um dos assaltantes foi preso. Segundo os moradores do local, os criminosos tinham informações privilegiadas, pois, certamente eram clientes sexuais de algumas das travestis.

Em 2015, uma travesti danificou um carro e agrediu fisicamente um homem, o qual foi acusado de não pagar um programa sexual. Toda a discussão e as agressões foram filmadas por pessoas que testemunharam a briga que ocorreu nas dependências de um posto de combustíveis localizado no Setor Pauzanes de Carvalho. O vídeo foi amplamente divulgado pelas redes sociais da internet.


E em 18 de janeiro deste ano, também em Rio Verde (GO), um grupo de travestis agrediu violentamente um casal de adolescentes. As travestis alegaram que constantemente são vítimas de roubo no local onde fazem ponto para programas sexuais, fato este que teria ocorrido mais uma vez e motivado a agressão aos adolescentes. O caso também foi registrado pelor câmeras e rapidamente se espalhou pelo aplicativo social WhatsApp.

ONG "Instituto Conscientizar" divulga nota em repúdio à onda de crimes contra travestis em Rio Verde (GO)

O fundador e presidente da organização não-governamental (ONG), Instituto Conscientizar, jornalista Terry Marcos Dourado - instituição que, em março de 2010, nasceu tornando-se oficialmente a primeira e única organização LGBT de Rio Verde (GO) - divulgou na tarde do deste domingo, 24/01, uma nota oficial de repúdio contra a onda de agressões e assassinatos vitimando travestis em Rio Verde, mantendo a cidade como a campeã de crimes de ódio e intolerância contra pessoas LGBT (lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais), principalmente as travestis. A seguir, você lê a íntegra da nota oficial do Instituto Conscientizar.

O Instituto Conscientizar, oficialmente a primeira organização não-governamental (ONG) pró-cidadania e direitos humanos para pessoas LGBT (lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais) de Rio Verde (GO), fundada em 13 de março de 2010; vem publicamente manifestar o nosso repúdio e nosso protesto diante da crescente onda de violência, principalmente mortal, que tem vitimado, mormente, travestis e transexuais na cidade de Rio Verde (GO), mantendo esta cidade no topo do ranking da morte e da violência contra LGBT no interior goiano, e entre as mais violentas para LGBT em toda a região Centro-Oeste do Brasil, nos últimos 05 (cinco) anos.

Tal constatação, comprovada por registros oficiais de crimes pelas instituições policiais rio-verdenses, fomenta e amplia nossa preocupação sobre as consequências nefastas da ausência de políticas públicas protetoras da cidadania e dos direitos civis e humanos para lésbicas, gays, travestis e transexuais na cidade de Rio Verde (GO).

É imprescindível que cidadãs e cidadãos LGBT de Rio Verde (GO), que pagam impostos e colaboram com o progresso e o desenvolvimento da cidade, não continuem mais ignorados pelo Poder Público, em todas as suas esferas de atuação, e tenham deste poder constituído toda a atenção, toda a dedicação, todo o respeito e consideração em caráter emergencial, para que pessoas LGBT não sejam mais forçadamente jogados à margem da sociedade.

É preciso que todas as autoridades competentes, todas juntas, tomem medidas emergenciais para conter, frear e, se possível, acabar com esta onda macabra, absurda, revoltante e inadmissível de crimes absurdamente violentos, mortais ou não, contra cidadãs e cidadãos que são vitimados por não terem aceitas ou, pelo menos respeitadas, suas orientações sexuais e/ou identidades de gênero, mesmo que a Carta Magna Brasileira, nossa Constituição Federal de 1988, garanta que "todos são iguais perante à Lei".

Assim sendo, a nossa organização, o Instituto Conscientizar, que trabalha pela erradicação de preconceitos, mormente a "homo-lesbo-bi-transfobia"; também luta pela conscientização popular para o respeito e a tolerância à diversidade humana; também luta por mais dignidade, cidadania e inclusão social de LGBT; vem publicamente cobrar, formal e oficialmente, de todas as autoridades constituídas e competentes nas pautas sociais com as quais lidamos; para que não só estes casos absurdos de violência extrema contra travestis sejam elucidados e seus autores punidos com o máximo dos rigores da lei; mas que também adotem, emergencialmente, políticas públicas eficientes em defesa e em proteção a este segmento social que, não pode mais ser ignorado ou destratado como se não fizesse parte da sociedade.

Queremos continuar acreditando na lisura, na ética, no bom senso e, principalmente na sensibilidade social dos Poderes Públicos legal e formalmente constituídos de Rio Verde (GO), de que não mais continuarão comungando ou permitindo que estas "carnificinas" motivadas pelo preconceito e pela intolerância de certos grupos sociais, continuem acontecendo. E nos colocamos à disposição para o que for necessário e possível.

Ás vítimas, nossa solidariedade, nosso respeito, nosso luto.

TERRY MARCOS DOURADO
Fundador e presidente do Instituto Conscientizar
Rio Verde, Goiás, Brasil

11/11/2015

"Instituto Conscientizar" publica nota condenando racismo contra modelos de Jataí (GO); presidente cobra punição rigorosa e exemplar

Jataí, GO - A organização não-governamental (ONG) de Jataí (GO), Instituto Conscientizar, fundada e presidida pelo jornalista, bacharel em Direito e artista jataiense Terry Marcos Dourado, publicou uma nota oficial lamentando e condenando, com veemência, o lastimável episódio de racismo contra os modelos jataiense Tainara Santos e Jeferson Santos (entenda o caso, clicando no link azul neste parágrafo).

A nota oficial do Instituto Conscientizar cobra uma punição rigorosa e exemplar das autoridades que, em breve, vão julgar o caso que, no momento, encontra-se sob investigação da polícia. Assim diz a nota oficial:
Terry Marcos Dourado, fundador e presidente do Instituto Conscientizar.
“A organização não-governamental (ONG) Instituto Conscientizar, sediada em Jataí (GO) desde sua fundação há quase seis anos, foi criada para – entre outros objetivos principais – combater todas as formas de preconceito, com destaque para preconceitos contra a orientação sexual e identidade de gênero. O Instituto Conscientizar defende o respeito ao ser humano e à sua personalidade nata e original, sejam eles quais forem.

Nesse sentido, é inadmissível, inaceitável e abominável que preconceitos continuem existindo nas sociedades jataiense, goiana, brasileira e, em todo o planeta. Seres humanos nascem para serem livres. Livres sob todos os aspectos. Livres para serem o que são e, assim, terem os mesmos direitos e deveres/obrigações imputadas a qualquer outrem.
Não podemos nos calar, jamais, diante de casos nojentos como o que – lamentavelmente – aconteceu aqui em Jataí (GO), onde os modelos jataienses Tainara Santos e Jefferson Santos, foram absurdamente agredidos, não em razão de terem provocado alguém, mas pelo simples motivo da cor da pele de seus corpos.

Absurdo será, nós enquanto instituições sociais (incluem-se aqui todas as autoridades políticas, da segurança pública, da educação, da imprensa e, principalmente do Poder Judiciário), continuarmos, todos, a ser maleáveis ou tolerantes com este tipo de gente, do mais baixo nível sócio-intelecto-cultural-educativo que, certamente por algum distúrbio de ordem psicológica ou psiquiátrico – atentam gratuitamente contra outrem, ferindo gratuitamente a dignidade, a honra, a autoestima de outrem, causando-lhe prejuízos sociais, morais e até mesmo problemas de saúde e psicológicos, com suas expressões e atitudes preconceituosas.

Em pleno século 21, é inaceitável qualquer forma de preconceito. A autointitulada “sociedade moderna” ou “sociedade contemporânea” tem que fazer jus a estes rótulos e extirpar de seus princípios, condutas e normas, toda – literalmente, toda – forma de preconceito e exclusão social.

E para isso, de fato, acontecer, é preciso haver um pacto harmônico e, verdadeiramente funcional, entre importantes áreas da sociedade, tais como: educação, cultura, segurança pública, Poder Legislativo e Poder Judiciário. Sem esta união harmônica, porém, independente, não há como resolver tão grave e emblemático problema social – o preconceito. Preconceito, este, que se multiplica e se fortalece sob várias formas, atingindo a diversos grupos sociais, aliás, atingindo – de uma forma, ou de outra – a todas as pessoas.

Numa análise mais aprofundada, concluímos que todas as pessoas – literalmente, todas – de uma forma, ou de outra, sofre – ou já sofreu – algum tipo de preconceito. Seja preconceito racial (cor da pele), seja por ser LGBT (homossexual), seja por pertencer à religião “X”, seja por ser magro demais, ou gordo demais, ou por causa da altura do corpo (...). Há uma infinidade de formas de preconceito.

E num país onde o lema do Governo Federal é “Pátria Educadora”, não se pode permitir que esses tipos de pessoas sem o mínimo de educação social, sobretudo uma educação básica sobre valores humanos – valores estes que deveriam ser aprendidos ainda no berço, ou seja, no seio familiar, dentro das casas das famílias, mas infelizmente não é assim que acontece – continuem se achando no absurdo direito de atacarem gratuitamente outrem na compulsão inconsequente de externarem suas frustrações, suas decepções, mágoas, suas invejas, seus ódios íntimos, dentre outros inúmeros sentimentos nocivos e “suicidas” e suas fraquezas de caráter (...) tudo isso que, no dia-a-dia preferem mascarar; mas uma vez estando em um ambiente virtual de “anonimato” da internet, sobretudo, das redes sociais, se encorajam a detonar todos estes (e outros) sentimentos nocivos e hostis ao próximo, não contra si mesmos, mas contra pessoas inocentes, vítimas as quais quase sempre sequer conhecem; na certeza de que continuarão impunes.

É inaceitável tudo isso continuar acontecendo e, estes criminosos fomentadores do preconceito continuem transitando por aí impunes e cada vez mais audaciosos, atrevidos, prepotentes, zombando das nossas leis e, cada vez menos humanos ou humanizados.
Diante de tudo isso, o Instituto Conscientizar, que se preocupa com a educação consciente (conscientização) das pessoas para o respeito mútuo, entre outras ações, vem publicamente cobrar maior rigor, um rigor exemplar, na apreciação judiciária deste lamentável fato ocorrido aqui em Jataí (GO).

E que, independentemente de quem sejam os indivíduos infratores, que tenham cometido este bárbaro e revoltante crime preconceituoso, independentemente do nível ou “importância” social que, porventura, possam ter, independentemente do “peso” que suas RGs (documentos de identidade) possam ter; tais pessoas possam ser exemplarmente punidas com os rigores da Legislação Brasileira, sem afrouxos. E, assim – e somente assim – nós, parte humana e humanitária da sociedade, que praticamos valores humanos, possamos acreditar que há uma justiça verdadeiramente “justa” nesse País.

Nossa Carta Magna de 1988 assim diz que “todos somos iguais perante a Lei”. E é assim que deve ser, “ad perpetum”. E, com base nesta afirmativa da nossa Lei-Maior, nossa organização, o Instituto Conscientizar, espera que uma punição exemplar seja aplicada a todas as pessoas que, direta ou indiretamente, estão envolvidas nos ataques racistas praticados contra os dois modelos jataienses para que, todas as pessoas entendam, de uma vez por todas, que cor da pele em nada interfere no caráter, nem na dignidade, na inteligência ou na integridade física e humana de uma pessoa. E que cor da pele só causa algum incômodo ou problema na cabeça ou na mente daquelas pessoas que, infelizmente, ainda não aprenderam a serem humanas, aliás, sequer têm consciência, verdadeiramente, se é.

Por este motivo, estas pessoas vivem uma supremacia ilusória e doentia que as tornam tão perigosa quanto o pior dos homicidas, porque elas podem, sim, matar alguém com seus preconceitos, ou matar algo em alguém com seus preconceitos. Podem matar a dignidade, a autoestima, ou qualquer outro sentimento ou atitude que torne a outra pessoa, a vítima, um ser humano especial.

O Instituto Conscientizar manifesta publicamente sua profunda e sincera solidariedade aos modelos jataienses Tainara Santos e Jefferson Santos e espera que o Poder Judiciário, único competente a julgar este caso, não decepcione a população de bem  desta cidade de Jataí (GO) a ponto de permitir que este lamentável crime fique impune.
Jataí (GO), novembro de 2015.

Bel. TERRY MARCOS DOURADO - Fundador e presidente do Instituto Conscientizar"

17/06/2014

Rio Verde (GO): Após violentar homossexual a pauladas, rapazes passam com o carro por várias vezes sobre a cabeça da vítima

Apesar de saber, por confirmação de familiares, da orientação homossexual da vítima, polícia civil não considera o crime com motivação por homofobia.


Por Instituto Conscientizar

A cidade de Rio Verde, na região do Sudoeste Goiano, registra seu primeiro "homocídio" (crime de assassinato por motivação homofóbica) deste ano de 2014.


José Domingos Mendes, 61 anos - A vítima.
No período manhã da segunda-feira, 16 de junho, a Policia Militar de Rio Verde encontrou o corpo de José Domingos Mendes, 61 anos. Ele era auxiliar de enfermagem do Hospital Municipal de Rio Verde. O corpo estava em um milharal próximo a BR 060 em uma estrada de terra.

Vestígios deixados no local deixam a suspeita de que o assassino passou o veículo da própria vitima, varias vezes por cima do corpo após tê-lo agredido com várias pauladas. O carro da vítima, um veículo Gol vermelho, foi encontrado abandonado no Setor dos Funcionários.

Agentes do Grupo de Investigações de Homicídios da Policia Civil em Rio Verde (GO), comandados pelo delegado Francisco Lipari Filho, agiram rápido e conseguiram prender os dois rapazes suspeitos de terem assassinado o técnico em enfermagem.

Nilton Oliveira Fernandes, de 21 anos; e Bruno Lima da Silva, de 22 anos, foram presos na tarde da segunda-feira, 16 de junho, e confessaram o crime. De acordo com o delegado, a investigação teve inicio ainda no local onde o corpo foi encontrado. Familiares da vitima informaram a policia que os dois jovens tinham uma relação íntima com o auxiliar de enfermagem. Familiares da vítima disseram à polícia que José Domingos Mendes constantemente saia com os dois rapazes.


Nilton (E) e Bruno (D): os assassinos.
Pelas informações de familiares da vítima, todos os indícios levam a crer que o assassinato foi motivado por homofobia e também por dívida de programas sexuais entre a vítima, que segundo familiares, era homossexual, e os dois supostos garotos de programa. Mesmo assim, a polícia qualificou o crime como sendo latrocínio, ou seja, roubo seguido de morte.

Os detalhes do crime - De posse do aparelho de telefone celular da vítima, os agentes da Polícia Civil constataram que as ultimas ligações recebidas foram feitas por Bruno Lima. O rapaz foi preso no trabalho dele, um lava-a-jato no centro de Rio Verde. Ainda no local, Bruno dedurou o amigo Nilton Fernandes à polícia, dizendo que o mesmo também participou do crime. Bruno, inclusive, contou à polícia que seu comparsa encontrava-se trabalhando em uma oficina na Vila Maria, também naquela cidade.

Na delegacia os dois jovens confessaram o crime e relataram, em detalhes, como tudo aconteceu. Em nenhum momento, os dois rapazes demostraram arrependimento por terem praticado um assassinato com absurdos requintes de crueldade.


O carro da vítima.

De acordo com a Polícia Civil, o crime aconteceu devido a um desentendimento financeiro entre Nilton Fernandes e o auxiliar de enfermagem. Após atrair José Domingos para o local onde ele seria assassinado, Nilton o atingiu na cabeça com uma forte paulada. Em seguida, houve uma intensa "sessão de espancamento" que contou com a participação do comparsa de Nilton, o Bruno Lima.

Bruno Lima da Silva, um dos assassinos.
A polícia rio-verdense ainda descobriu que, após a vitima desmaiar com a sessão de pauladas, os dois rapazes entraram no carro da própria vítima, sendo que Nilton assumiu a direção do veículo e eles passaram com o carro por quatro vezes sob re sobre a cabeça da vitima, esmagando a cabeça do auxiliar de enfermagem. Em seguida o carro de José Domingues, foi abandonado no Setor dos Funcionários, em Rio Verde (GO).

O corpo da vítima ainda na cena do crime.
Os dois assassinos, supostos garotos de programa, foram autuados em flagrante por latrocínio (roubo seguido de morte) e foram encaminhados à Casa de Prisão Provisória de Rio Verde (GO). Se forem condenados, poderão receber uma pena de até 30 anos de prisão.

Homofobia - O presidente da organização não-governamental (ONG) Instituto Conscientizar, jornalista Terry Marcos Dourado, lamentou mais este bárbaro crime ocorrido em Rio Verde, a mais importante cidade do Sudoeste Goiano. "Este caso bárbaro que choca a todos nós tem todos os elementos de um crime por motivação homofóbica por por homofobia internalizada dos criminosos. Na condição de ativista em defesa dos direitos humanos de LGBT (lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais), repudiamos com veemência que as autoridades policiais, aparentemente, maquiem este crime horrendo e bárbaro, com tamanha crueldade e barbaridade, como sendo um crime por clara, por explícita motivação homofóbica", ressaltou o presidente do Instituto Conscientizar, Terry Marcos Dourado.

Nilton Oliveira Fernandes, um dos assassinos.
Na manhã da quarta-feira, 18 de junho, o Instituto Conscientizar vai notificar formalmente o Conselho Estadual LGBTT de Goiás, da qual é membro; e também a cúpula da Polícia Civil de Goiás, para que tomem as providências cabíveis para sensibilizar as autoridades policiais e judiciárias quanto à constatação e consideração de que, este, trata-se de mais um violento homicídio por homofobia que, lamentavelmente, engrossa a farta contabilidade sangrenta dos crimes de ódio contra a população LGBT registrados no Brasil e que são contabilizados em um grandioso e louvável serviço social público pelo Grupo Gay da Bahia (GGB) há vários anos.

[Com informações do site Plantão Policial RV (www.plantaopolicialrv.com.br) e da PopMix RádioWeb (www.popmixradioweb.com)  -  Imagens: Site Plantão Policial RV]

04/03/2014

Diretoria prepara eventos sociais e comunitários para comemorar os 4 anos do "Instituto Conscientizar"

No próximo dia 13 de março de 2014, a organização não-governamental sem fins lucrativos "Instituto Conscientizar" (ICONS) vai completar quatro anos de fundação pelo jornalista, bacharel em Direito e ativista social goiano Terry Marcos Dourado.


O "Instituto Conscientizar" (ICONS) nasceu em 13 de março de 2010 com o nome social de "ACDHRio - Associação por Cidadania e Direitos Humanos LGBT de Rio Verde/GO e Região", tornando-se a primeira ONG para LGBT da cidade de Rio Verde, a maior cidade da região Sudoeste do Estado de Goiás. Em 12 de setembro daquele ano, sem aporte financeiro governamental, a então ACDHRio realizou - com doações de serviços prestados pela comunidade e doações de materiais impressos pela ONG coirmã e congênere AJDH-Nova Mente, de Jataí - a 1a. Parada da Diversidade e Orgulho LGBT de Rio Verde/GO e Região. O evento teve um público de três mil pessoas. Devido ao sucesso deste evento, grupetos de gays de Rio Verde, interessados apenas em promover festas visando lucrar financeiramente com o público LGBT daquela cidade, tentaram atrapalhar as atividades da ACDHRio em Rio Verde.

"Tentaram nos sacanear de várias formas, inclusive instigados e incentivados por falsos ativistas e futriqueiros de Goiânia que, por mera inveja do nosso trabalho e, na incapacidade frustrante de realizarem algo melhor ou equivalente, quiseram nos intimidar, nos enfraquecer, nos desestimular de seguirmos adiante com a ACDHRio, mas não conseguiram" - comentou o fundador e presidente Terry Marcos Dourado acrescentando que, em resposta às ações nefastas e irresponsáveis destes grupetos, a Presidência da ACDHRio transformou-a em organização regional com sede física e jurídica na vizinha cidade de Jataí (GO). A ACDHRio tornou-se "ACDHRios - Associação por Cidadania e Direitos Humanos LGBT na Região dos Grandes Rios do Brasil Central". A área de abrangência, para atuações e monitoramentos sociais, foi ampliada para 71 cidades das regiões Sudoeste, Oeste, Sul e parte do Sudeste Goianos, além de cidades dos Estados de Mato Grosso e Mato Grosso do Sul que fazem divisa com o Estado de Goiás. (veja a íntegra do histórico da nossa ONG clicando aqui)

Fundador e presidente, Terry Marcos Dourado.
Após complexas análises técnicas das demandas nacionais, estadual e regionais da população de lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais - entre elas as necessidades emergenciais de conscientização popular para o combate às mortais violências homofóbicas; conscientização popular para a necessidade emergencial de prática de relações sexuais seguras, combatendo as doenças sexuais, principalmente o HIV-Aids; conscientização social para a compreensão e o respeito à diversidade humana, principalmente compreendendo e respeitando as diversas orientações sexuais e identidades de gênero; entre outras metas de ações - e, assim, finalmente completando o projeto constitucional da nossa organização social, mudanças importantes e fundamentais foram aprovadas e, a partir de 5 de janeiro de 2014, em caráter definitivo, nossa ONG tornou-se "Instituto Conscientizar" (ICONS), com foco principal nos eixos do tripé social "informação - educação - conscientização".

"Estamos em nova fase, agora mais completa, de trabalhos. A partir de minha experiência pessoal de 20 anos de ativismo social focado no público de LGBT, acrescido da forte bagagem de conhecimentos e ações em meus quase 23 anos de exercício da profissão de jornalista, enfim, após conhecer a fundo as emergências sociais de cidadãs e cidadãos LGBT brasileiros, incluindo estas populações aqui da nossa região, finalmente consegui - junto com meus companheiros diretores executivos - completar e atualizar o projeto constitucional e organizacional da ONG, por mim idealizado, e esta alteração nominal foi necessária e inevitável para harmonizar as adequações que fizemos, inclusive no nosso Estatuto Social", ressaltou o fundador e presidente do "Instituto Conscientizar", Terry Marcos Dourado.

PROGRAMAÇÃO DE ANIVERSÁRIO - Devido ao período de Carnaval, a diretoria do Instituto Conscientizar optou por adiar os eventos sociais em comemoração aos quatro anos de fundação da ONG. A programação está sendo finalizada e, a qualquer momento, será publicada aqui na página oficial. A intenção é realizar eventos comunitários/sociais no período de 27 a 30 de março próximos. Aguardem mais informações. [AssCom/ICONS]

23/02/2014

Brasil, 2013: Um homossexual é brutalmente assassinado a cada 28 horas, diz relatório do GGB

A mais antiga organização não-governamental (ONG) a militar pelos direitos civis e humanos de cidadãs e cidadãos homossexuais ou LGBT (lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais) no Brasil, o Grupo Gay da Bahia (GGB), divulgou no último dia 12 de fevereiro o Relatório de Assassinatos de Homossexuais no Brasil, referente ao ano de 2013. De acordo com o documento oficial, 312 LGBTs foram assassinados no ano passado, o que significa uma morte a cada 28 horas. Os números representam um decréscimo de 7,7% na comparação com o ano anterior, quando houve 338 mortes, mas um aumento de 14,7% na comparação com o primeiro ano do governo da presidente Dilma Rousseff (PT), quando 266 homossexuais foram vítimas fatais das violências homofóbicas, lesbofóbicas e transfóbicas em todo o País.


Reprodução da Internet

Os gays lideram os “homocídios”: 186 (59%), seguidos de 108 travestis e transexuais (35%), 14 lésbicas (4%), dois bissexuais (1%) e dois heterossexuais. O estudo destaca a inclusão nesta lista de 10 suicidas gays, como aconteceu com um gay de 16 anos, de São Luís (MA), que se enforcou dentro do apartamento “por que seus pais não aceitavam sua condição homossexual”.

De acordo com o GGB, o Brasil continua sendo o país com o maior número de assassinatos por motivação homofóbica no mundo. O levantamento informa que nos Estados Unidos (EUA) foram registrados 16 assassinatos de travestis e transexuais em 2013, enquanto no Brasil, 108 foram brutal e covardemente executadas. “O risco, portanto, de uma travesti ou transexual ser assassinado no Brasil é 1.280 vezes maior do que nos EUA”, afirma o documento.
POR ESTADO - Segundo o estudo do GGB com a colaborção de ONGs de todas as regiões brasileiras, o Estado de Pernambuco segue “há décadas” como o Estado onde mais LGBT são assassinados, com 34 vítimas, em 2013, para uma população de 9 milhões de habitantes. O Estado de São Paulo, aparece na vice-liderança, com 29 mortes para cada 43 milhões de habitantes. Assim, o risco de um gay pernambucano ser assassinado é quatro vezes superior ao risco sofrido por LGBT paulistas.

Roraima é o Estado que aparece na terceira posição do “ranking” com três homicídios. É o Estado mais perigoso para homossexuais, em termos relativos, com um índice de 6,15 assassinatos para cada um milhão de habitantes, considerando que para toda a população brasileira, o índice é 1,55 vítimas LGBT para cada um milhão de brasileiros. O Estado de Mato Grosso ocupa o segundo lugar em periculosidade: seus 15 assassinatos registrados em 2013 representam 4,71 crimes por milhão de habitantes; seguido do Rio Grande do Norte, Estado onde ocorreram 15 assassinatos de LGBT no ano passado, com índice de 4,45 crimes homofóbicos fatais para cada um milhão de habitantes.

Por outro lado, os Estados onde, em 2013, foram registraram os menores quantitativos de homicídios de LGBT foram, pela ordem, o Acre – aparentemente nenhuma morte nos últimos três anos; seguido de Espirito Santo, com dois registros, representando 0,52 mortes para cada um milhão de habitantes; Estado do Pará, com 0,63; São Paulo, com 0,66; Rio Grande do Sul, com 1,16; Minas Gerais, com 1,21 e o Rio de Janeiro, com 1,22 mortes para cada um milhão de habitantes.

IDADE E RAÇA - Segundo o relatório do GGB, em 2013 o maior número de assassinatos de LGBT concentrou-se no segmento de LGBTs com idades entre 20 e 40 anos (55% dos casos). O GGB destaca ainda que 7% dos homossexuais tinham menos de 18 anos quando foram assassinados. A vítima fatal mais jovem foi uma travesti com apenas 13 anos, morta em Macaíbas (RN).
No quesito “raça”, as estatísticas do GGB apontam um número maior de vítimas fatais das violências homofóbicas entre pardos e pretos, totalizando 53% para 47% de vítimas da raça branca. Quando separados os dados de pardos e pretos, estes representam o menor grupo vítima da homofobia letal, 3%, estando ausentes no segmento das lésbicas.

BRUTALIDADE - Quanto à causa das mortes (causa mortis), 100 assassinatos foram praticados com o uso de armas brancas (faca, punhal, canivete, foice, machado, tesoura); 93 com o uso de armas de fogo; 44, por espancamentos (pauladas, pedradas, marretadas); 31, por asfixia e 4 vítimas foram queimadas. Constam ainda casos por afogamentos, atropelamentos, enforcamentos, degolamentos, empalamentos, violência sexual e tortura. O relatório do GGB revela ainda que 15 vítimas fatais foram mortalmente violentadas com mais de uma dezena de golpes ou de projéteis de armas de fogo.

O estudo do GGB exemplifica o quadro de brutalidade rememorando os casos de Emanuel Bernardo dos Santos, de Serra Redonda (PB), 65 anos, professor e ex-vereador, morto com 106 facadas e com cabo de foice introduzido no ânus; Eliwellton da Silva Lessa, negro, 22 anos, de São Gonçalo (RJ), após ter sido xingada de “viado”, o motorista passou três vezes com o carro sobre o corpo da vítima; a travesti Thalia, 31 anos, de Guarulhos (SP), morta com 20 tesouradas e que teve ainda seu pênis cortado; o funcionário público Everaldo Gioli de Andrade, 37 anos, morto num terreno baldio em Cuiabá (MT), que teve seu carro queimado e seu corpo foi encontrado amarrado, com visíveis sinais de tortura, com queimaduras feitas com pontas de cigarro e com mais de 20 golpes de facas e buracos de balas pelo corpo.


Reprodução - Site Bahia Econômica
Luiz Mott, fundador do GGB.
Para o GGB, há quatro soluções emergenciais para a erradicação dos crimes homofóbicos: educação sexual para ensinar aos jovens e à população em geral a respeitar os direitos humanos dos homossexuais; a aprovação de leis afirmativas que garantam a cidadania plena da população LGBT, equiparando a homofobia ao crime de racismo; exigir que a Polícia e Justiça investiguem e punam com toda severidade os crimes homo/transfóbicos e, finalmente, que os próprios gays, lésbicas e pessoas trans evitem situações de risco, não levando desconhecidos para casa e acertando previamente todos os detalhes das relações sexuais. Ainda de acordo com o GGB, a certeza da impunidade e o estereótipo do gay como fraco e indefeso, estimulam a ação dos assassinos.

O antropólogo e decano do Movimento Social LGBT no Brasil, Luiz Mott, fundador do GGB, responsabiliza o governo federal pela ausência de políticas públicas para os LGBT. “99% destes “homocídios” contra LGBT têm como agravante seja a homofobia individual, quando o assassino tem mal resolvida sua própria sexualidade e quer lavar com sangue o seu desejo reprimido; seja a homofobia cultural, que pratica bullying e expulsa as travestis para as margens da sociedade onde a violência é endêmica; seja a homofobia institucional, quando o Governo não garante a segurança dos espaços frequentados pela comunidade LGBT ou como fez a presidente Dilma Rousseff, ao vetar o kit anti-homofobia, que deveria ter capacitado mais de 6 milhões de jovens para o respeito aos direitos humanos dos homossexuais”, argumentou Mott.


GOIÁS: 10 ASSASSINATOS DE HOMOSSEXUAIS EM 2013, SEGUNDO GGB
Um caso foi registrado em Jataí, no Sudoeste Goiano.

De acordo com o relatório oficial divulgado pelo Grupo Gay da Bahia (GGB), dos 312 assassinatos vitimando lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais (LGBT) registrados no Brasil em 2013, 10 ocorreram no Estado de Goiás, a saber:

01 = ELIAS / GAY – 25 ANOS / PAULADAS / GOIÂNIA, GO
02 = G.D.G. / TRANS* – 32 ANOS / TIROS / GOIÂNIA, GO 
03 = EDSON JUNIOR GONÇALO DA SILVA / GAY / TIROS / GOIÂNIA, GO 
04 = MÁRCIA GABRIEL / LÉSBICA / FACADAS / GOIÂNIA, GO 
05 = NÃO IDENTIFICADA / TRANS* – 18 ANOS / TIROS / GOIÂNIA, GO 
06 = FERNANDO ALVARENGA DA CUNHA / GAY – 34 ANOS / FACADAS / GOIÂNIA, GO 
07 = BIANCA MANTELLI PAZINATTO / LÉSBICA – 18 ANOS / FACADAS / JATAÍ, GO
08 = NÃO IDENTIFICADA | TRANS* – 40 ANOS / FACADAS / MINAÇU, GO
09 = PALOMA / TRANS* – 24 ANOS / TIROS / GOIÂNIA, GO 
10 = VILSOMAR PEREIRA DOS SANTOS / GAY – 41 ANOS / RIALMA, GO 
[AssCom/IC, com informações do GGB.]

Para ver a íntegra do relatório do GGB referente ao ano de 2013, clique AQUI.

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